sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Feliz 2009!

Olá MUNDO!
Aqui estou eu para desejar que intensifiquemos o nosso espírito solidário ao longo de 2009.
Desta forma, sentir-nos-emos mais felizes. E se, como sabemos, a felicidade é uma mais valia para a saúde e bem-estar, TODOS sairemos a ganhar. Então vamos a isso, porque NÓS merecemos! ok?

domingo, 21 de dezembro de 2008

Carta de uma prenda para o sapatinho

Desde o primeiro momento em que reparaste em mim e sorriste, falando alto a ternura que transportas no teu SER, que o meu coraçãozinho desesperado de tanto aguardar alguma alma carinhosa que me tirasse dali, começou a bater, a bater, a bater…
“Tão querido, tão querido! Os olhinhos, mãe! Os olhinhos tão queridos!” Foram as tuas palavras misturadas com teus sorrisos cúmplices dos risos leves da tua mãe.
Depois, olhaste em frente e no mesmo segundo, com uma inocência de criança muito pequena espelhada no rosto, fixaste-me novamente, pegaste em mim e, desta vez, com um sorriso ainda maior, indiferente aos olhares atentos das adolescentes que aguardavam atrás de ti na fila da caixa registadora, olhaste-me nos olhos repetindo aquelas mesmas palavras “Tão querido, tão querido! Os olhinhos, mãe! Os olhinhos tão queridos!”
Quando voltaste a colocar-me na prateleira e desapareceste, após a tua mãe te ter segredado ao ouvido, senti-me alagar em tristeza. Ia voltar a ficar só. Não é que não estivesse já habituado e resignado com essa condição, mas aquela tua sincera e espontânea manifestação de carinho e atenção, como num acto de magia, fez nascer em mim algo que até então não conhecia. O meu coraçãozinho tinha começado a bater, a bater, a bater…
E, mais bateu, mais bateu, mais bateu quando senti que alguém, meigamente, com um riso malandro e satisfeito de boca a boca, me transportava na direcção de uma outra mão que segurava um saquinho de papel translúcido e de textura muito macia. Depois de um farfalhudo laçarote colado mesmo na direcção do meu narizito, fui arrumado com muito jeitinho num canto do saco que lhe pendia do ombro.
Sem que pudesses imaginar, assim de repente, lá andava eu a acompanhar-vos na azáfama do entra e sai, do pára e arranca daquela inesquecível tarde de um sábado natalício. Claro que a marota da tua mãe não me poderia ouvir, e eu sabia disso, mas mesmo assim, lá do fundo do saco, transbordante de uma euforia grande demais para caber no meu tamanho, gritava na minha linguagem de peluchezinho fofinho, de olhos cor-de-rosa muito grandes “Obrigado! Obrigado! Obrigado!” Um é para ti porque me fizeste nascer, outro é para a tua mãe que me permitiu a aventura de poder crescer a teu lado e outro é para mim por ousar acreditar no futuro.
Obrigado! Palavra nova, esta, no meu léxico. Não me lembro de me ter sido ensinada, nem tão pouco de a ter aprendido. Penso que surgiu, saída do coração a bater, a bater, a bater… pelo AMOR.
Guigui, minha querida princesa, que o teu sorriso, pela vida fora, continue a deixar transparecer a infância feliz que reside em ti!
O meu coração bate, bate, bate… expectante pela hora do nosso reencontro!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008


VOTOS DE UM "FLORIDO" NATAL PARA TODOS!


segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Solidariedade ditada por "gente pequena"

No inicio do ano lectivo, com os meus alunos da turma do 5º ano de escolaridade, iniciámos uma caminhada conjunta reflectindo sobre valores de cidadania democrática. A aula dedicada à noção de Solidariedade viria a culminar, contrariando o previsto na planificação da mesma, com “palavras grandes” escritas a giz branco no quadro negro, ditadas por “gente pequena”.

A Solidariedade é o começo
É um princípio para ser boa pessoa
É a esperança de uma grande amizade
É ser amigo de alguém, é praticar o bem
É fazer sorrir para se ficar melhor
É ser honesto e bondoso
É aconselhar e acarinhar
É a arte de saber amar
É um acto de ajuda e defesa do outro
É ajudar alguém com dificuldades
É dar sem esperar receber
É ajudar para o mundo melhorar
É dar com prazer e desinteressadamente
É a magia de criar um mundo melhor


Com o Natal à porta, felizmente, o espírito humano torna-se mais solidário. Por isso, nunca será demais repetir, mesmo sendo lugar-comum, que o Natal deve ser todos os dias.

(Valha-nos, a mim e aos alunos, não se tratar de uma aula assistida. Provavelmente, teríamos visto ir por água abaixo a nosso poder de improviso e amarrado as asas da nossa criatividade, para “felizes e contentes” cumprirmos com o que meticulosamente tinha sido preparado para que tudo “desse certo”. Desculpem o desabafo, mas é mais forte que eu. )

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Prós e Contras foi pró-Governo e contra-professores!

Acabei de ler num apontamento do Correio da Manhã que “ nos bastidores do Prós e Contras Fátima Campos Ferreira tentou conciliar Jorge Pedreira e Mário Nogueira. Pegou em cada um pelo braço e colocou-os frente a frente, a um palmo de distância”.
Parece que a senhora convencida dos seus dotes casamenteiros lhes teria dito: “Vocês têm de se entender”.
Eu chamaria a isto um acto de leviandade. Assim de repente, ocorreu-me a eventual possibilidade, de FCT ter confundido a matéria em debate com assuntos da categoria dos habitualmente tratados nos reality shows. Do tipo, zangam-se as comadres, descobrem-se as verdades e tudo se resolve com uma lagrimazinha no olho, mais um abraço e uma pancadinha no ombro, culminando com a típica entrega de um ramo de flores.
Não bastava já a irritação que me causou, ter esta “moderadora” finalizado o programa manifestando esperança de não ter de voltar a realizar um outro Prós e Contras sobre o tema da Avaliação, como se à sua conta tivéssemos conseguido sair de um impasse.
É verdade que não tem de se ser imparcial à força, é verdade que é difícil, com certeza, aparentar uma imparcialidade fictícia, mas por uma questão de ética, digo eu, uma profissional em exercício da sua função não pode e não deve manifestar-se tão notoriamente tendenciosa.
Será que os seus “responsáveis”lhe exigiram que tinha de ser assim daquela maneira, isto é, vai lá manipular mais uma vez a opinião pública fazendo a apologia de que esta “guerra” é um caprichozinho dos professores que não querem ser avaliados.
É preciso ter lata para um ânimo leve daqueles!

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Então Senhora Ministra?

Vai uma apostinha em como pelo menos 120000 professores ficaram “irritados” com o “palavreado” da Ministra?
Para descomprimir experimentem lá cantar estas quadras e desfrutem do seu efeito relaxante.

Ai que lindo chapéu negro
Que a ministra nos deixou
Agora é que ela vai ver
A nega que eu lhe dou

É verdade, é verdade
É verdade, sim senhor
Agora a "educação"
Já não é o meu amor

Então? Assim de repente, até que sentimos uma melhoria das condições emocionais. No entanto, não se iludam, é apenas uma sensação momentânea.
No essencial a nossa indignação não chega a ser beliscada.
O procedimento que nos conduzirá a uma garantia da qualidade emocional não passa simplesmente por algo tão simplificado.
Avancemos com alterações mais profundas, TODAS AS QUE ESTÃO AGENDADAS PELOS SINDICATOS E MOVIMENTOS INDEPENDENTES!
E entretanto, vamos fazendo ecoar por aí os versos acima referidos, da autoria das colegas da Escola Secundária IBN MUCANA, assim como elas o fizeram nas manifestações de 8 e de 15 de Novembro. GOSTEI DE VOS CONHECER!

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Independentemente da natureza das faltas???!!!

É lugar-comum dizer-se que a Língua Portuguesa é traiçoeira. E, de facto temos exemplos dos mais variados que o comprovam, desde os que nos causam risos e sorrisos aos que nos deixam boquiabertos e curiosos.

Mas, exemplos que me deixassem indignada, espantada, virada, desacreditada, desvairada…
Então não querem lá ver, que a expressão "independentemente da natureza das faltas" passou a ter como significado "fazer distinção entre faltas justificadas e injustificadas"???!!!
E, tal decisão teve a honra de ser comunicada ao país por Despacho.

Depois, ainda há quem diga que são os professores que não querem ser avaliados!